google58f7363722c802d5.html google0518e1b48949e8e4.html Especial Setembro Azul: O esporte como ferramenta de inclusão, pt2

Especial Setembro Azul: O esporte como ferramenta de inclusão, pt2

No começo do mês falamos aqui no portal do CRE-TL sobre a importância do esporte para a inclusão social dos surdos. Para ilustrar melhor essa situação decidimos contar a história de Pedro, um aluninho de judô do Centro de Referência Esportiva de Três Lagoas.


“O Pedro nasceu prematuro, passou 31 dias na UTI e 18 dias no berçário”, explica Izabel Carolina da Silva, mãe do aluno, que nos disse que descobriu a surdez de Pedro quando ele ainda tinha um ano e meio de idade. “Logo de cara sempre corri atrás tentando o melhor, porém até hoje não tenho um diagnóstico preciso do motivo que tenha ocasionado a surdez”, conta Izabel que esclarece que o filho é surdo bilateral profundo.


Segundo a fonoaudióloga Caroline da Silva Pereira, a “surdez bilateral profunda é uma perda auditiva que atinge limiares auditivos a partir de 90 decibéis, ou seja, a pessoa só ouve ruídos altos como barulho de caminhão, ruído de avião, dentre outros”. Caroline explica que “Na maioria das vezes nem é o som que se ouve e sim a vibração que este ruído gera no meio, ou seja, o surdo ‘sente’ o som alto”.

Caroline também esclarece que há uma diferença entre surdez e deficiência auditiva, já que “a pessoa com perda auditiva geralmente é uma pessoa que se comunica de forma verbal, enquanto o surdo se comunica por sinais, através da Libras, língua brasileira de sinais”.

Segundo a fonoaudióloga, “é imprescindível que o surdo seja inserido no meio social pois, na maioria dos casos, a tendência é o isolamento ou o apego aos grupos de surdos”.

A mãe de Pedro conta que a maior dificuldade é justamente o fato de que “poucos se interessam pela Libras e é isso que falta no âmbito escolar e social”. A Língua Brasileira de Sinais é um idioma como outro qualquer e pode ser aprendido por qualquer pessoa, basta querer e estudar. “Da mesma forma que podemos aprender inglês, francês e japonês, também podemos aprender a Libras”, diz Izabel.


A mãe de Pedro explica que “o esporte ajuda na disciplina, aceitação, e socialização” do Pedro.

“Todos devemos nos conscientizar e aceitar, pois o saber se constrói através do aprender com o outro, e a partir da aceitação tudo começa a fazer sentido na vida do ser humano”, afirma Izabel.

Para o professor Wellington Zacheo “o trabalho no esporte com surdos não é muito diferente do padrão porque não depende de nenhum aparelho diferenciado”, mas existem sim suas dificuldades como, por exemplo, a comunicação. O que facilita muito o trabalho com surdos e deficientes auditivos é justamente o fato de que não há nada que precise ser adaptado para trabalhar com eles.


Zacheo nos conta que “o esporte é uma prática muito interessante para os surdos por conta da inclusão, já que a comunicação tem que ser trabalhada das mais diversas formas”, porém ele lembra que “não são todos os profissionais de educação física que são fluentes em Libras” e isso pode acabar dificultando a prática.


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