google58f7363722c802d5.html google0518e1b48949e8e4.html Lute como uma garota: Conheça as histórias de mulheres que são inspiração para jovens em Três Lagoas

Lute como uma garota: Conheça as histórias de mulheres que são inspiração para jovens em Três Lagoas

Atualizado: 27 de Nov de 2019

O Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o câncer de mama e do empoderamento feminino. Para tratar do assunto, nós do Centro de Referência Esportiva Três Lagoas, decidimos buscar inspiração na história de três mulheres que participam do projeto parceiro Luta pela Paz.


Jô Mello

Maria do Socorro de Mello, mais conhecida como Jô, tem 30 anos e frequenta a Luta pela Paz há 7 anos. Ela conta que quando foi do Ceará para o Rio de Janeiro estava casada e morou quatro anos na Vila do Pinheiro antes de se mudar para a Nova Holanda.


Jô explica que a mudança foi "um processo muito complicado pois eu estava me separando do meu ex-marido e saindo de um relacionamento extremamente abusivo onde fui agredida inúmeras vezes. Num momento, a agressão foi tão brutal que fiquei com rosto deformado."


"As marcas e cicatrizes sumiram, mas durante muito tempo fiquei com medo e vergonha de falar sobre o assunto. Entrei em depressão e uma grande amiga me apresentou a Luta pela Paz. Comecei a fazer luta para poder me defender e para me ajudar a sair da depressão", conta Jô.

Jô conta que o esporte e o projeto Luta pela Paz a ajudaram muito a superar essa situação e que hoje voltou a morar na Vila do Pinheiro. "Não sinto medo nenhum de estar lá, nem de encontrar meu ex-marido. Não tenho medo, muito menos ódio. Existem leis que me apoiam, então conhecer a Luta pela Paz e absorver todo o conhecimento que adquiri durante esses anos, fez com que perdesse esse medo que existia em mim", explica Jô.


Ela também conta que pegou um amor muito grande pelo esporte. "Sou praticante de muay thai e hoje instrutora e monitora aqui na Luta pela Paz. O muay thai requer muita disciplina, o que é essencial. A disciplina do muay thai em conjunto com as aulas de desenvolvimento pessoal me ajudaram muito a mudar e isso foi essencial para minha vida." explica a lutadora.


Jô ressalta que ser um exemplo para outras meninas é uma grande responsabilidade. "Na época que conheci o muay thai, era a única mulher competidora da equipe, no início eu tinha muito medo pois não queria deixar de praticar a luta e deixar de ser um exemplo para outras meninas”.

Raíssa Lima


Raíssa vive com a mãe e a irmã mais nova, de 16 anos, em Nova Holanda, uma das 16 favelas que compõe o Complexo da Maré. Ela, assim como Jô, também passou por uma história de agressão e violência "Quando eu era mais nova, até quatro anos de idade, morávamos na Rubem Vaz, eu, minha irmã e os meus pais. Nessa época, meu pai batia muito na minha mãe. Ele bebia muito, chegava em casa e agredia muito minha mãe."


Porém, Raíssa explica que com nove anos de idade viu na tevê duas mulheres lutando e pensou "Cara, eu quero fazer luta". A atleta relata ainda, "Aos 9 anos eu já era super madura e fiquei determinada que faria luta. Meu pai me levou na Vila Olímpica. Mas a verdade é que eu queria fazer luta pra defender a minha mãe, para não deixar mais minha mãe apanhar do meu pai."

Antes de chegar no Luta pela Paz, Raíssa explica que passou por outros projetos onde aprendeu Karatê e Jiu-Jitsu, mas que isso só a deixou mais violenta. "Nesse meio tempo, cheguei a brigar com o meu pai. Ele me bateu e eu revidei", conta Raíssa.


A lutadora explica que o projeto onde praticava jiu-jitsu acabou fechando, e com isso ela conheceu o Luta pela Paz. "Nessa época eu tinha 15 pra 16 anos e ainda estava com aquela mentalidade antiga de responder violência com violência. Mas quando eu comecei aqui, além dos esportes de luta, tinha também aula de cidadania."


Segundo Raíssa, foram as aulas de cidadania que acabaram ajudando ela a mudar sua forma de pensar e que no projeto Luta pela Paz que teve o primeiro contato com uma psicóloga que a ajudou a mudar sua forma de encarar as coisas.


"Em 2019, fui contratada como estagiária na Luta pela Paz e dou aula de judô em seis escolinhas, quatro aqui na Maré, uma de Ramos e uma no Andaraí." conta Raíssa. Ela explica que é difícil conciliar tudo pois "Além de ser estagiar aqui no judô da LPP, dar aula em escolinhas e treinar, eu faço faculdade de Educação Física, consegui uma bolsa de 50% e pago a outra metade".


Miriam Parga

Há nove anos, Miriam mal sonhava em ser competidora. A jovem treinava MMA em uma academia local perto da Maré até que um dia a professora a elogiou por sua disposição e perguntou o motivo dela não competir. Ela demonstrou interesse, mas não sabia onde começar e foi assim que essa professora a apresentou à Luta pela Paz.


Miriam conta que nesse primeiro dia conheceu Raíssa, atual monitora de judô da Luta pela Paz e amiga. “O meu primeiro sparring foi com a Raíssa e eu fui que nem uma doida para cima dela. Mas depois dessa luta a gente virou amiga de cara. A Raíssa foi um dos presentes que eu descobri aqui na Luta pela Paz. Ela sempre foi essa pessoa extrovertida, maravilhosa. E eu sempre digo e repito: Se alguém não gosta da Raíssa, não gosta de si próprio. Depois disso, já viajamos juntas para competir. Ela me apoiou muito e vice-versa”.


“Eu era muito agressiva. Graças a Deus hoje eu não sou mais. Naquela época eu não sabia nada direito ainda. Além disso, quando eu entrei aqui eu era muito, muito tímida também. E eu gosto de dizer que foi com a Luta pela Paz que eu me desenvolvi não só na luta, como na vida", explica Miriam.

"Hoje eu sinto como se aqui fosse a minha casa. Se deixar, eu não saio mais. Eu brinco que eu só saio daqui se me expulsarem. Foi aqui eu encontrei os meus amigos. As pessoas que me dão o ombro pra chorar, abraçar, chorar...", conta Miriam.

Miriam lembra, ainda, que a mudança não foi só dela. A Luta pela Paz também mudou e muito nestes anos. Segundo a lutadora, não haviam muitas mulheres lutando no começo do projeto. "Era só eu, Raíssa, Mara, a Rebeca que era novinha, nem lembro quantos anos ela tinha. Até nas próprias aulas, em geral, não tinha muita menina também. E é muito bom escutar das mulheres hoje, de muitas delas, que nós fomos a inspiração para elas começarem", diz Miriam.


Este texto é parte de uma campanha do CRE para apresentar aos nossos leitores outros projetos patrocinados pela Petrobrás. O texto original foi publicado pelo Lute pela Paz e pode ser conferido neste link.


Luta pela Paz:

A Luta pela Paz é uma organização internacional sem fins lucrativos que tem como missão realizar o potencial de jovens trabalhando com eles pela prevenção de violência nas comunidades em que vivem. Através de nossas Academias, Programas Comunidades Seguras e nossos parceiros da Aliança ao redor do mundo, já impactamos mais de 250 mil pessoas em busca de paz e uma sociedade mais justa. Acreditamos que as oportunidades e apoio que esses jovens recebem têm um impacto muito grande em seu comportamento, assim como na forma como que eles se enxergam, como se relacionam com outros e como veem o futuro.


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